quarta-feira, 4 de maio de 2011

Às favas o relógio


Descompassado
é meu coração a tua espera
anos-luz e eras
preenchidos
de amor-quimera,
saudades do amanhã
ainda em gestação..(pulsando).

E agora
Quando o tempo nos acolhe
Amigo hoje, vilão outrora
cada segundo parece
ser recheado de eternidade,
cantada em sons de infinito..
E nem meu grito
é capaz de fazer acelerar,
abreviar esse hoje e me jogar de vez
em teu abraço..
que meu cansaço
só de desfaz no
repouso da tua boca
na minha...

o tempo é uma criança matreira a
rir-se de nossas ânsias..
mas temos nosso trunfo meu amor:
somos atemporais.

Sandra Freitas

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