quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cálice


Dá me pedaços da alma
diluídos em teus versos
bêbados, submersos
no líquido do teu amor.
Dá-me verbos aquecidos
Escorrendo-me ao ouvido
Ressequido pelo tempo
de ausência, pela dor.
Dá-me todo alfabeto
Dá–me amor
Te quero perto
Que minha alma
no deserto
desfalece em torpor...
Vou sorver-te sem demora
Não depois, te quero agora
Que meu coração só chora
Temeroso por seu fim...
Cada sílaba impensada
Refletida ou recortada
Vou beber e ser tragada
Até te ter dentro de mim....

Sandra Freitas

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