sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dânama


Você
menina amando,
não ama nada, nem ninguém
gerúndio torto do nome
só ama seu próprio bem
menina amarga de doce
azeda, seca
e sem vintém
é pobre de alma e sozinha
da sua loucura é refém
coitada! é tão desgraçada!
tão feia!
tão dissimulada!
gorda de ódio,
ai que dó!
De amores morre de fome
só tem amor no seu nome
o seu destino
é ser só.

Sandra Freitas

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