quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dor/mente

A tristeza desfolha-me lentamente.
Cada canto latejando
Lágrimas em soluços.
Choro estancado
as pressas.
Lâmina rasgando
em postas.
Coração sem respostas.
Nefastos,
pedaços
caindo ao chão.
Papel e palavras
me ascultam...
Sílabas recolhem meu silêncio.


Poemas me olham receosos..
Hoje não versos de sonhos,
Ilusórias imagens de amor.
Nem ensejos, nem desejos.
Olhos marejados
água salgada,
face em rubor.
Hoje apenas dor
Pungente
Latente
Dor/mente.

Sandra Freitas

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