quarta-feira, 4 de maio de 2011

Escrutínia magia


Não sentes ciúmes
Dos outros olhares a
Me desgustarem
Chamarem de amor
Não sentes ciúmes
De todos os nomes
De todos os homens
De quem quer que for

Ciúmes não sentes
Dos muitos presentes
Que ganho dos outros
Pra me conquistar
Mas os meus poemas
Te cortam na carne
Quando eu ameaço
Pra outro cantar

Se volto pra casa
com marcas da noite
dos muitos amantes
Com quem me envolvi
Me olhas por dentro
Perguntas sereno:
Se algum poema
Eu lhes escrevi.

Meus versos, reversos
Te fazem a cama
Por eles me ama
Se rende a mim
Mistério indelével
Escrutínia magia
Que faz a poesia
Me infundir em ti.


Sandra Freitas 04/2010

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