quarta-feira, 4 de maio de 2011

Esfinge


Me olhas por entre
as lacunas do tempo.
No vento
aspiras meu cheiro de fêmea.
Minhas teias
circundam sua mente.
Noites em claro,
Suor pelas mãos,
Calores intensos.

Tenso
recorre aos astros em desespero.
Suplica aos céus uma saída,
uma resposta
E é só silêncio.

Tenho sido seu pesadelo constante.
Pelas ânsias que te provoco
crepidam desejos ardentes.
Inflames
suplicam a saliva da minha boca.

Me dou em pequenos pedaços
e fujo gargalhando
do mal que provoquei.
Me apetece
te ver em delírios..

Impiedosa, a noite despede-se galante...
Jaz o último o grão na ampulheta.
Não há mais tempo,
decifra-me
ou eu te devoro!


Sandra Freitas 20/04/2010

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