quarta-feira, 4 de maio de 2011

Luz/cífer

O tempo te trouxe
a minha doce escuridão.
Que dizer de ti ?
De fato és luz?
Sei que me cega os olhos,
me tira as forças
me leva a vida.
Filha do dia ?
Assombro da alma.
Levou minha cura
Deixou-me na rua,
Nua.
Sem teto, sem chão.



Luz de olhos negros
Vestida de sol ?
Foge nas asas das fadas...
Esconde no manto das bruxas.
Vive nas águas paradas
Mortas, mórbidas.
Luz de cheiro de limo
Sórdida e corrosiva,
Criatura negra travestida de anjo.
Seu facínio é me enlouquecer
beber meu sangue ..
E me ver morrer.

Mas não se ensoberbeças
por meu aparente delírio..
Não te enganes por vencida,
que a força dos meus nervos
se renova após a vida.
E eu prescindo ser amada
Que meu amor me basta
acabou a tua farsa
Tu não és luz
És nada..


Sandra Freitas

Nenhum comentário:

Postar um comentário