segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Amor

Ah o amor! O amor é mesmo uma coisa horrível, feia mesmo, mas todo mundo quer. Devia vir com um rótulo de advertência : “Cuidado! Perigo!”
Seguramente você já foi ou será fisgado por ele. E quer saber?
Primeiro ele vai te deixar com cara de idiota, depois vai destruir seu coração, e você terá dores por todo o corpo, a dor é tão aguda que é como se tivessem lhe amputado uma perna ou um braço. Terá certeza absoluta que sem “aquela” ou “aquele” você vai morrer.
A saudade vai tentar te asfixiar. Você vai chorar por muitos dias, vai emagrecer ou engordar assustadoramente, nem vai se reconhecer.
Mas acalme-se! O tempo vai passar e você vai aprender a viver com isso. Outras pessoas virão e você vai até gostar de alguma delas. Entretanto AQUELE amor será como uma ferida que deixou uma grande cicatriz. Você vai viver com ela, mas não vai doer mais. Porém toda vez que olhar para aquela marca, todas as lembranças virão a tona. E quando começar a lembrar vai ficar com cara de idiota de novo, mas tudo já vai ter acabado e “aquele” ou “aquela” vai sempre ocupar um espaço especial na sua vida, por ter sido “ele” ou “ela” quem te feriu mais profundamente, quem te ensinou o quanto o amor pode ser deliciosamente perigoso.
Não tenho medo de dizer que o amor é algo horripilante, faz agente se comportar de maneira estranha, o amor é feio mesmo, só não é mais feio que o coração de quem nunca amou.


Sandra Freitas.

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