quarta-feira, 4 de maio de 2011

O pouso


Minha boca é o ninho
Onde sua boca-ave
Pousa sem pressa
Sedenta em carinhos
Me morde
Me aperta
Se aconchega em mimos.
Nosso abraço
de lábios não finda,
não cessa,
pequenos intervalos
Só pra respiramos
E nos encontramos
Aninhados outra vez...

Sandra Freitas

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