quarta-feira, 4 de maio de 2011

Poslúdio Fúnebre


Ando a procura do luto
escurecido em algum canto
da minha alma desbotada.

Poslúdio da perda.
Uma que não se instaura.
Tenho vontade das lágrimas
estancadas, gangrenadas
na dor da minha solidão.

Vazio o túmulo,
sem flores, nem velas
despedidas ou caixão.

No cio do vento uma respiração
e uma morbidez ao constatar:
que minha ânsia em enterrar-te
torna-te ainda mais
vivo dentro de mim...

(Sandra Freitas 04/2010)

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