quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sua ìris em mim

É ela que olha em seus olhos
Que vê sua cor, os cílios
a íris,
a pupila dilatada
a lágrima,
Mas ela não vê que lá dentro deles
está a minha sombra, atrás da alma, fugindo...
É ela que te beija
recebe seus lábios,
toca seus dentes,
sente sua língua ,
Mas ela não sente o gosto amargo e picante
Que eu deixei impregnado na sua boca.
Final de vinho, pimenta.
É ela que te abraça
Percorre seu corpo
Sente seu calor
Seu suor
Mas ela não sabe de todas
as marcas, tatuagens que eu fiz em tua carne,
recortes em suas entranhas
a ferro e fogo.
Embora eu seja uma sombra,
no recôndido da alma,
uma lembrança,
o arfar dos seus suspiros,
um fantasma que não se vai.
Uma marca que não se apaga,
Por alguns segundos
eu gostaria de ser ela, só pra não ter que me ver
fugindo dentro de você...

Sandra Freitas

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