terça-feira, 5 de julho de 2011

Seguir em frente.

Há na vida aquele momento decisivo no qual a fragilidade
e a finitude se tornam tão reais que chegam a agredir os sonhos.
Momentos em que as forças se esgotam, cansa-se por fim da entrega resignada,
do ardor dos olhos embalsamados pelo sal vertente. Os braços pendem, as pernas param
e não importa se as águas sobem ou descem, se o dia é cinza ou azul. Nada importa, quando o vigor já disse adeus à perseverança. E quando a esperança juntou as malas e partiu.
Nada importa, a não ser a embriagues sóbria da verdade nua e crua, seca, sem mal ou bem,
alegria ou tristeza. Apenas seguir com os pés no chão, sem expectativas o falsas ilusões. Sem grandes sonhos pra concretizar, apenas viver, apenas seguir em frente, mesmo sem saber onde vai dar.

Sandra Freitas

Um comentário:

  1. Oi amiga,

    Lindo teu poema. Cada verso serviu pra mim. Parabéns!

    Bjinhosss

    ResponderExcluir