terça-feira, 1 de outubro de 2013

Gratidão eterna...

Eu te agradeço pela aspereza das palavras
pela indiferença silenciosamente gritante,
pelo fel impiedoso destilado em cada olhar.
Te agradeço pela porta fechada
pelas  janelas gradeadas,
por teres rasgado cada linha, sufocando cada poema.
Pelo gelo e pelo fogo que tornaram em cinzas
todos os (in) finitos círculos.
Te agradeço pelo não, que engravidou do sim
e me trouxe tantos e tantos dias felizes e sublimes.
pela inércia que agitou o que eu não enxergava,
me dando de presente o presente, sem laços, sem fitas, sem nada.

Obrigada meu querido, obrigada meu amor
distinto, suave e esquecível amor.


Sandra Freitas

Nenhum comentário:

Postar um comentário