segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu nem sei por que ...

Primoroso...


Nando Reis e Ana Canãs...

Pra você guardei o amor...

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Transe






Falha memória,

lembranças vãs,

E não reconheço

aquela de outrora

Vitrilhos refletem

 escura manhã:

Pouco deslumbre,

nenhum vislumbre.

Pedaços do ontem,

recortes por vir da

linha que foge

no amor sem alcance

que  “eu” já me perdi.


Sandra Freitas


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

É isso...(2)

"Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama."

William Shakespeare.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

É isto...






No início, a paixão emagrece

O sono diminui, a adrenalina corre proporcionando reflexos rápidos, os olhos brilham. Dançar, cantar, dar risada, tudo o que é bom fica fácil. E o corpinho? Afina. Cada suspiro consome cem calorias!!!

Até que, de repente, o desejo se realiza. Bem-me-quer, bem-me-quer! As bocas recheadas de beijos, a vida uma roda-gigante, comer para quê se o bom é amar, amar, amar? Noites movimentadas e dias à espera das noites: desnecessário também dormir. O sonho já virou vida e a vida virou estar junto. O resto se ajeita entre um encontro e outro, um telefonema e outro. Se não me engano foi Freud quem disse: paixão são dois náufragos agarrados na mesma tábua. Magros.

Aí, passado algum tempo, a paixão vai lentamente se transformando em amor. 


(Autor desconhecido, se alguém souber me informe para que dê os devidos créditos /Sandra Freitas)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Passagem







Você vai se aventurar

se aconchegar em outros braços

derreter-se entre pernas e fogo..

talvez casar, amar, entrar no jogo..(da vida)



Ter sua alma aprisionada no coração de alguém.



Eu serei apenas o cheiro de rosa fresca

impregnado em sua memória.

o atrevimento gostoso de outrora.

a areia da terra do nunca

empoeirando seu  coração.

Sem dor, amargura, nem saudade.

Só a paz esgarçando as lembranças.



Serei a foto guardada, só por  guardar...

os versos soltos na caixinha do armário..

o papel  de presente colorido

a embalagem do chocolate..

o gosto do café...

o relógio parado,

o paladar amarulado...



mas sem dor, amargura, nem saudade.

só respirar profundo em  lembranças

e um sorriso no canto esquerdo da boca,

que não se desfaz.....


Sandra Freitas