quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sutil diferença.

A diferença entre eficácia e eficiência: Quero matar uma barata que entrou na minha mansão, compro um canhão miro na barata e bumm.!!! Acabei com a barata e com a minha casa, o método foi eficaz, mas não eficiente. Ou, vou até a loja da esquina, compro um inceticida sem cheiro e destruo a impertinente com apenas uma borrifada. O método foi eficaz e extremamente eficiente.
Pense nisso antes de tomar algumas decisões no seu viver diário, procure ser tão eficaz quanto eficiente. Com paciência e um passo de cada vez é possível.


 Sandra Freitas

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Saudade.



Suspiro saindo agonia,
                                   grito oculto fome
                                                        vontades, desejos saudade subindo,
                                                                galgando gemidos,
marcando sentidos,
 umbigo, pele, amor descendo,
                                     incandescente,
                                                                    o dia é frio, a noite é quente
                                                                                           sorvendo limites,
                                                                   a boca saliva na lingua os dentes,
  a taça de vinho,
o fogo indecente,
que queima a distância,
 que mata arrogância,
a sede de amar,
  inconsciente, 
                            você não sente,
                                                          seu corpo é um rio
                                                                                 que vem pro meu mar.


Sandra Freitas

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Tomates verdes e fritos"



Após intensas estaçoes, outonos, invernos, verões, finalmente hei de colher as flores primaveris. Estação derradeira da vida. Sinto o balanço da cadeira e seu chorar renitente, rixosa canção de ninar. Vai e vem, vem e vai, enquanto o vento sorrateiramente acaricia em volúpia meus fios brancos. Vestidos de filós me saem da mente, descortinando meus enganos, lenços acetinados despem meus pensamentos, ainda sei sentir coisas indecorosas. Os retalhos coloridos cintilam sob a fresta de luz do sol, pedaços de mim-ontem serzidos com linha dourada, cobertor- vida que aquece meus pés cançados. Entre minhas mãos, minhas páginas favoritas, amareladas, emolduradas por alguns furinhos de traça, mas recheadas de emoções esquecidas.  Meus olhos percorrem a verdade por trás das linhas, uma que só eu conheço e que carrego até o fim da primavera. Meus dedos dizem adeus, sem tristeza, medo ou hesitação. Um adeus  natural, uma sensação de dever de cumprido. Oxalá o futuro me reserve uma cadeira de balanço.

Sandra Freitas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ao vento...




E meu ser é todo amor, mesmo quando o amor me falta. Ardo e chovo gotas frescas que descem lavando os contornos do meu coração, que não se fadiga nem se deixa vencer por espasmos de vingança, ódio e tantas misérias inerentes a alma humana. Não. Sente, grita, morde, chora e se aquieta. Enfim vira a página e recomeça a contar uma outra história ou a mesma com outras cores, outras palavras, porém os mesmos enigmáticos personagens:
 você e eu.

Sandra Freitas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Parabéns Dinha!!!!


 Se minha irmã fosse flôr, seria  um Cactus, dura, arredia e até  cheia de espinhos. Mas basta tomar um sol que logo floresce, enfeitando qualquer ambiente. E hoje mais do que nunca, ela enfeita a minha vida...
Te amo mana...
(Sandra Freitas)




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Um novo verbo, esperançar




O trecho abaixo foi extraido de um texto maravilhoso, que inevitavelmente nos leva a refletir sobre a vida a nossa volta equanto achamos que nada parece acontecer. Esse texto é de uma pessoa muito especial, meu mestre Áquila, que em pouco tempo, nos fez entender que a arte de ensinar não se restringe aos limites da sala de aula. Contemplem, reflitam e apreciem sem moderação...
[...]Espera é contemplar as galinhas no terreiro. Galinha “botadeira” põe seus ovos cuidadosamente em seu ninho, dia após dia. Depois, exila-se de tudo por 21 dias. 21 dias sem comida, sem bebida, sem as amigas do “puleiro”. 21 dias de proteção constante aos seus bens mais preciosos. 21 dias de calor terno. 21 dias que separam meras clara e gema de uma vida autônoma. Contemplar galinhas “botadeiras” é aprender constância, paciência, renúncia, proteção. O sonho não se faz na agitação e no barulho de um galinheiro. Contemplar galinhas nos faz ver que é a constância do calor da mãe, nem muito nem pouco, que gera os pintinhos. Quando eu era criança, roubei um ovo de um ninho e o coloquei dentro do forno ligado do fogão. Não deu certo. O ovo cozinhou. Muito calor mata a vida. Pouco calor não gera a vida que sonhamos. O que vai gerando a vida não é a pressa, mas o suor do dia-a-dia, a renúncia de estar entre amigos, de sentar-se sozinho e chorar, de sentar-se sozinho e estudar e trabalhar, a renúncia do imediato, a renúncia dos holofotes, a proteção dos sonhos contra chuva, vento e calor, contra inveja, ganância e competição.[...]
[...]Esperar nos ensina a desconfiar de muito barulho. Milhões de árvores crescendo não emitem som algum. Uma só árvore caindo pode-se ouvir de longe. A espera é que, no final, mostra que as muitas palavras e pirotecnias de alguém não passavam de barulho de um motosserra.
A espera e o escorrer da vida separam colegas de amigos. O tempo separa os amigos daqueles que são uma só alma vivendo em corpos separados. No final, descobre-se que estamos cercados de muitos colegas, poucos amigos, e raríssimos amigo de alma. No viver da vida podemos nos ferir, mas podemos também ser a cura.

Áquila Mazzinghy