quarta-feira, 22 de abril de 2015

Benjamim






Quando tudo virou de "pernas pro ar"foi aí que nos demos conta de que é aí que cada coisa deve estar.





Sandra Freitas

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Pra 2015

Cabelo sem química, mas não natural.
Desejos de expurgos ao entardecer
saliva sobrando ao amanhecer
vontade de mastigar e engolir a vida a cada duas horas.
Dores,
Incômodos,
cansaços,
Adeus a rotina
e a velha menina
balzaquiana.
E nada explica esse amor que
me toma,
me domina,
me engorda e as vezes
sai pelos olhos.
18 semanas de amor.

Sandra Freitas

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Velho

Vou me despindo do velho
com todos os seus trapos e farrapos
em tantas camadas cinzentas e empoeiradas
vou  abrindo leveza em cada passo, e enraizando
 a planta dos pés junto a fonte.
Mas a cada despir, um novo tecido roto ressurge, corroendo minha
respiração, sangrando minha garganta, molhando meus olhos.
O Jó que antecede a queda ciranda de mãos dadas com o Pedro
caco de barro, com o Saulo antes da Luz. Brincam de esconder na minha bondade velada.
E cantarolam em uníssono a canção da obstinação, Jacó rege o coro
e eu morro.
Tomarei o cálice da salvação, subirei o monte caveira, e ainda que não derradeira
seguirei meu Mestre.

Sandra Freitas

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Eu tenho medo...




Que lições ainda tenho que aprender?
Ó firma meu olhar em Ti
para que meus pés não vacilem no  percurso
do caminho.
O que queres me ensinar, que meu coração que não consegue enxergar?
Me leve  a crer que mesmo sem entender, tua graça me basta e que nada no universo é maior que teu Amor por mim.


Sandra Freitas.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Tarja Branca- A revolução que faltava.

Se a gente brincasse de índio
pisasse descalço
dançasse na chuva.
Se jogasse amarelinha
corresse no pic
dormisse no esconde..
e se a gente rodasse o pião
sujasse de barro
deitasse no chão...
e se...
e se...
talvez adultos humanos
talvez humanos adultos
talvez mais gente feliz.

Sandra Freitas


quinta-feira, 15 de maio de 2014

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Segurança




"Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda" (Salmos 139:16)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Atado a Vide

Não sei se você irá me entender, também não precisa, vou sobreviver a isso também. Na minha caminhada com Deus, tive momentos de tropeços, momentos nos quais eu quis me afastar só pra realizar minhas vontades mais profundas, meus desejos secretos. Eu só me esqueci de um detalhe, havia uma corda que prendia meu pescoço ao coração Dele. Como assim? Seu Deus te prende com uma corda no pescoço? Isso mesmo. Tenho uma cerviz dura, sou muito difícil, complicada, como as éguas de faraó mesmo, fortes em transgredir, obstinadas. O fato é que Ele jamais me impediu de  afastar e eu descobri, da maneira mais difícil, que o tamanho da corda é a distância entre ELE e a morte. Então antes que meus pés tocassem o ar escuro e frio do abismo, fui puxada com muita força. Isso mesmo, um único puxão, daqueles que parecem  tirar todos os ossos da coluna do lugar, que certamente quebrou alguns ossos do meu pescoço e me fez cair naquelas mãos tão conhecidas e desdenhadas, mãos vazadas por mim. Era como se gritasse; Eu te amo! e não posso te perder agora! Eu não entendi. Briguei, chorei, esperneei e ainda sinto alguma dor restante daquele dia, mas não tanto. Ainda choro um pouquinho, mas é bem menos (afinal, a medida que crescemos vamos entendendo mais sobre essa coisa alienígena chamada Amor. Digo alienígena por que não é da mesma matéria que nós (barro), não é desse planeta, não é terreno). E se não fosse assim, eu iria até o fim, até a morte, e ainda levaria outras pessoas comigo, sim, por que inevitavelmente quando nos afastamos outros tomam a mesma atitude. E qual Pai vai assistir passivamente a morte do seu filho se o pode evitar? Qual esposo vai permitir que sua amada seja seduzida por outros  homens sem tomar qualquer atitude? Na ausência do amor a corda é ilimitada. Mas na vigência perene do  Amor são necessárias medidas extremas só compreendidas com  a maturidade. Portando cuide bem dos passos, verifique a temperatura do seu coração, e não se assuste se for surpreendido por uma força descomunal capaz de quebrar-lhe os ossos, se acaso ocorrer, seja bem vindo, isso é Amor.
 
"Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas. Gênesis 49:11"
 
 
Sandra Freitas.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Eu amo cachorros...

Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cachorro de raça.
Os proprietários do animal eram todos muito ligados ao cachorro e esperavam por um milagre. Examinei o cachorro e descobri que ele estava morrendo de câncer.
Eu disse à família que não haveria milagre, e que o melhor era fazê-lo morrer suavemente, para que não continuasse sofrendo, e me ofereci a voltar no dia seguinte e aplicar-lhe uma injeção, procedimento muito comum para evitar o sofrimento do animal.
No dia seguinte, enquanto fazíamos os preparativos, os pais me contaram que estavam pensando se seria bom deixar que o filho mais novo, de quatro anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que poderia aprender algo com esta experiência.
A família rodeou o cachorro. O menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu fiquei pensando se ele entendia o que estava se passando.
Dentro de poucos minutos, o cachorro morreu, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição do cachorro, sem dificuldade ou confusão.
Depois nos sentamos juntos, um pouco após a morte de cachorro, pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais ser mais curta que a dos seres humanos.
O menino, que tinha estado escutando silenciosamente, disse:
- Eu sei por quê.
Admirados, nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca, me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.

Ele disse:
- As pessoas nascem e devem aprender a ter uma boa vida, a amar todo mundo, o tempo todo, independente de qualquer coisa…


E continuou
- Os cachorros já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar tanto tempo.
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um punhado de sal


 "O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestr...e.
- Ruim. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
Logo após o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - o jovem disse sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não. - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento ao que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago."
 
(Desconheço o autos, se alguém souber me informe para dar os créditos)
 
 
Obrigada Deus!!