terça-feira, 8 de maio de 2012

Aprendizado







"Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoas para ver se já somos capazes da alegria sozinhos... Essa... a alegria que ele quer"
(João Guimarães Rosa).

Eu estou aprendendo....sempre..
Obrigada Jesus por me dar e tirar sempre na medida e hora certa.

Sandra Freitas

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Delicias

Cozinhar para os meus amigos e comer delícias é um prazer que não abro mão


Saladinha Fê e Nat


Fricassê


Pudim de Leide condensado com calda de ameixa seca.


Esse não foi eu que fiz, mas é um capuccino Gelado maravilhoso que tem em qualquer BOOKAFÉ.


Esse também não fiz, mas vou fazer qualquer dia desses. Você pode comer no Creppes na Savassi:
Recheio de chocolate com sorvete de morango natural.


Salada a La Tiele e Gui.


Flã de coco com calda de maracujá e Damasco.


Saladinha a La Elis



Quibe com recheio de queijo e presunto.


                                            Torta de Danone com sorvete de chocolate.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Oh Mim nas Gerais !!!

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Nos meus passeios por essa terra, passeio também por mim. Ando nos meus contornos altos, encimesmada, iracunda, sonolenta. Nos meus vértices tranbordo relva, chovo água límpida que de tanto correr enloda as pedras encravadas do passado. Escorrego no passo, sinto o barro e agradeço por conviver com a dor e ainda respirar. Minha cura é o fôlego que entra, a paisagem armazenada, o vento que eriça os pelos, minha cura é continuar viva.

Sandra Freitas

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quanto vale uma professora?





 
...que saudade da professorinha que me ensinou o b-a-ba...
(Meus tempos de criança – Ataulfo Alves)
Com todos os equívocos em relação ao “politicamente correto”, o cantor e compositor Ataulfo Alves na década de 40 do século passado enaltecia a sua primeira professora e colocava-a em suas memórias de criança no mesmo patamar das brincadeiras e da primeira namorada, para concluir que “era feliz e não sabia”.
Hoje, em pleno século 21, o Brasil considerado a sexta potência econômica do mundo, a informação acessível, uma grande demanda por profissionais mais qualificados, que valor tem um professor ou professora responsável pela educação de nossas crianças?
No dia internacional da mulher (08/03/2012), em Patos de Minas, a professora Aparecida não estava em sala de aula. Ela passou a data no hospital com traumatismo craniano provocado por um acidente com sua bicicleta que teve os freios retirados por um aluno de 10 anos. O jovem teve um “desentendimento” com a professora em função da bagunça que ele provocava na sala de aula. Este é apenas mais um episódio envolvendo a violência e o desrespeito contra professores. Isto informa um pouco sobre o valor que os docentes têm na sociedade atual.
O drama não fica apenas no reconhecimento social e profissional. Vamos aos fatos e números: O Estado de Minas Gerais, governado por uma pessoa com formação de professor nega-se a pagar o piso nacional da categoria, esquecido dos ensinamentos de que piso é o chão, o que se encontra no nível mais baixo. Em Belo Horizonte foi criada uma referência de professor de segunda categoria para os educadores no ensino infantil; além dos baixos salários, eles não recebem o pagamento por habilitação que poderia equipará-los aos outros que possuem curso superior.
Na rede particular a situação é muito pior. O piso salarial da professora que educa as crianças com idade até três anos é R$ 7,73 por hora/aula de 60 minutos. Isto mesmo, sete e setenta e três. Mas, a comissão de negociação dos donos de escolas, integrada por dois proprietários de escola infantil, está propondo um reajuste de 5% para vigorar a partir de 1º de abril, ou seja, um aumento de R$ 0,39 – trinta e nove centavos – sobre esse salário-aula. Este aumento poderá levar à falência suas escolas, pois talvez tenham que deixar de comprar uma caixa de fósforos, um cafezinho ou um chicletes, se desembolsarem esta “fábula”.
Aqui não se trata de índice de reajuste, pois o dobro de 7,73 (reajuste de 100%) ainda não equipara o salário da professora ao que se cobra por uma hora de estacionamento. Questionamos e denunciamos é o valor que se dá à trabalhadora, educadora, responsável por uma turma de até 10 crianças com idade entre zero e três anos. Esta é a média de idade mais delicada no processo educacional.
Para Jean Piaget (Psicologia da criança), neste período (estágios psicomotor, intuitivo e simbólico), a criança precisa ser estimulada para desenvolver as bases de todas as estruturas cognitivas seguintes; é quando a criança começa a reinventar o mundo. O papel do educador nesta fase é fundamental e decisivo.
Os pais e mães não podem ficar indiferentes a esta situação. Mesmo não sendo obrigatório, o acesso à escola é importante, até do ponto de vista econômico, pois qualquer profissional que seja contratado para cuidar da criança terá custo maior do que a professora. Mas, como confiar seu filho ou filha com idade até 3 anos a uma escola que não valoriza as professoras.
É preciso um pacto envolvendo toda a sociedade em defesa de uma educação de qualidade. Isto não é possível com profissionais aviltados. Não chegamos ainda a ponto de uma evasão completa por falta de estímulo ao profissional da educação, embora nos últimos 5 anos tenha caído para a metade o número de estudantes nos cursos de licenciatura. O que pretendemos é chamar a atenção para a dimensão do problema e convocarmos para a luta em busca de uma solução.
Antes que nos lembrem, existem escolas que pagam salários melhores e valorizam mais os professores, isto é verdade. Entretanto, não estamos tratando de partes, como nos ensina Monteiro Lobato, nos Serões de Dona Benta, a “humanidade é um corpo só”, se um professor ou uma professora em qualquer lugar é desrespeitado ou desvalorizado, a coisa vai mal e pode piorar. Nossas crianças precisam escrever e saber o significado de palavras como Respeito e Dignidade. Precisamos educar este país.
Gilson Reis – Presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais
Newton de Souza – Professor e dirigente sindical

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tereza Avelar

(Poema de uma poeta querida que fala coisas que eu quisera dizer e não disse:  Recuar não é abandonar)










Recuar

Você tem me dito palavras

Que lambem meu ego.

Um total amolecimento

Desmanchando facilmente

Qualquer resistência.

Você tem sempre atitudes

De calma tão perversa,

Demolindo minha aflição.

Depois diz a queima-roupa

Palavras,confissões,

Palavras,vaidades,

Camuflam sua intimidade.

Você não tem a menor idéia

Da minha outra ambição!

No  seu olhar que percebo

Suas supostas verdades.

Em seu tom de voz eu entendo

O espaço que é ocupado,

A que distância eu estou.

Se não ouço mais sua voz,

Não sinto mais seu olhar

É legítimo afastar.

Não,não é abandonar!

Também não é covardia.

Recuar pode significar

Meu ato de valentia.

Recuar também pode ser

Avançar para um novo dia...


Tereza Avelar.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rosa



Rosa, rosa, rosa... Despretenciosa,
Vive, murcha e cai em si,
Mesmo assim, não é capaz de acreditar
Que nada é
E com você é assim,
Igual com outros, iguais a mim
Cegos somos, não vemos além dessa vida aqui
Homem, homem, homem... Tão pretencioso,
Vive, morre e cai em si;
Mesmo assim não é capaz de acreditar
Que nada é
E com você é assim
Igual com os outros, iguais a mim
Cegos somos, não vemos além dessa vida aqui

Cristo, Cristo, Cristo... Deus maravilhoso,
Vive e quer fazer, também,
Deste homem, que está morto,
Uma vida eterna, além
É... Pra você assim:
Iguais pros outros, iguais a mim;
Todos temos que olhar e, com olhos de fé
Contemplar... A Jesus.

Paulo Cézar - Logos

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Parabéns Dinha!!!!


 Se minha irmã fosse flôr, seria  um Cactus, dura, arredia e até  cheia de espinhos. Mas basta tomar um sol que logo floresce, enfeitando qualquer ambiente. E hoje mais do que nunca, ela enfeita a minha vida...
Te amo mana...
(Sandra Freitas)




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Um novo verbo, esperançar




O trecho abaixo foi extraido de um texto maravilhoso, que inevitavelmente nos leva a refletir sobre a vida a nossa volta equanto achamos que nada parece acontecer. Esse texto é de uma pessoa muito especial, meu mestre Áquila, que em pouco tempo, nos fez entender que a arte de ensinar não se restringe aos limites da sala de aula. Contemplem, reflitam e apreciem sem moderação...
[...]Espera é contemplar as galinhas no terreiro. Galinha “botadeira” põe seus ovos cuidadosamente em seu ninho, dia após dia. Depois, exila-se de tudo por 21 dias. 21 dias sem comida, sem bebida, sem as amigas do “puleiro”. 21 dias de proteção constante aos seus bens mais preciosos. 21 dias de calor terno. 21 dias que separam meras clara e gema de uma vida autônoma. Contemplar galinhas “botadeiras” é aprender constância, paciência, renúncia, proteção. O sonho não se faz na agitação e no barulho de um galinheiro. Contemplar galinhas nos faz ver que é a constância do calor da mãe, nem muito nem pouco, que gera os pintinhos. Quando eu era criança, roubei um ovo de um ninho e o coloquei dentro do forno ligado do fogão. Não deu certo. O ovo cozinhou. Muito calor mata a vida. Pouco calor não gera a vida que sonhamos. O que vai gerando a vida não é a pressa, mas o suor do dia-a-dia, a renúncia de estar entre amigos, de sentar-se sozinho e chorar, de sentar-se sozinho e estudar e trabalhar, a renúncia do imediato, a renúncia dos holofotes, a proteção dos sonhos contra chuva, vento e calor, contra inveja, ganância e competição.[...]
[...]Esperar nos ensina a desconfiar de muito barulho. Milhões de árvores crescendo não emitem som algum. Uma só árvore caindo pode-se ouvir de longe. A espera é que, no final, mostra que as muitas palavras e pirotecnias de alguém não passavam de barulho de um motosserra.
A espera e o escorrer da vida separam colegas de amigos. O tempo separa os amigos daqueles que são uma só alma vivendo em corpos separados. No final, descobre-se que estamos cercados de muitos colegas, poucos amigos, e raríssimos amigo de alma. No viver da vida podemos nos ferir, mas podemos também ser a cura.

Áquila Mazzinghy